Pode-se optar pela alternativa de combater a origem da pobreza, criando condições dignas de trabalho para que as pessoas, por si, se libertem da injustiça social a que estão sujeitas e assegurem as condições económicas e financeiras, não só à sua sobrevivência, mas, também, à sua independência, ao seu acesso ao conhecimento, à formação profissional e à Cultura. É um caminho mais longo que obriga à mudança de atitude de quem terá que lutar para atingir estes objetivos, e é um caminho que contará sempre com a oposição de quem terá que abdicar de privilégios e mordomias indecentes a favor duma mais ampla justiça social.
A segunda alternativa, mais fácil, é a que combate as próprias vítimas da pobreza, enfraquecendo ainda mais a sua capacidade de sobrevivência, relegando as menos protegidas para a exclusão social, diminuindo os apoios à saúde aos reformados e pensionistas para que seja mais curta a sua esperança de vida, e obrigando a população ativa e com mais competências profissionais a emigrar.
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